Maximalismo vira protagonista e muda os rumos da decoração em 2026
Casa Cor São Paulo aponta retomada das cores intensas, texturas e ambientes afetivos; arquiteta Dimara Giaretta analisou as principais tendências em entrevista à Glamurama
O minimalismo que dominou a decoração nos últimos anos começa a dividir espaço com uma estética mais intensa, afetiva e carregada de personalidade. A Casa Cor São Paulo 2026 colocou o maximalismo entre os grandes protagonistas da temporada e sinalizou uma mudança importante na maneira de pensar os interiores.
Em entrevista à Glamurama, a arquiteta Dimara Giaretta analisou as principais tendências apresentadas na mostra e destacou um movimento de ruptura com os ambientes excessivamente neutros e padronizados.
A nova proposta aposta em cores marcantes, mistura de estampas, diferentes tecidos, materiais naturais e objetos que carregam histórias pessoais. O objetivo não é simplesmente preencher os espaços, mas criar ambientes capazes de traduzir a identidade de quem vive neles.
Entre as tonalidades que ganharam força aparecem o ameixa e o bordô, cores profundas que ajudam a criar composições mais sofisticadas e envolventes.
As texturas também assumem papel importante. Segundo Dimara destacou à Glamurama, o bouclé, antes muito associado aos estofados, amplia sua presença e passa a aparecer também em cortinas, tapeçarias e tecidos aplicados às paredes.
A tendência reforça uma das características mais evidentes da edição de 2026: a busca por ambientes que não sejam apenas visualmente interessantes, mas que despertem diferentes sensações.
Materiais naturais seguem a mesma direção. Madeira, linho, palhinha, cerâmica e pedras brutas aparecem em diversos projetos, aproximando os espaços da natureza e criando uma atmosfera de maior acolhimento.
No mobiliário, as formas curvas e orgânicas ganham terreno. Linhas mais suaves substituem parte da rigidez geométrica que marcou projetos recentes e contribuem para interiores mais fluidos e confortáveis.
A casa volta a contar histórias
Mais do que uma mudança estética, a Casa Cor São Paulo 2026 evidencia uma transformação na relação das pessoas com o próprio lar.
Objetos afetivos, lembranças familiares, obras, peças artesanais e elementos relacionados à trajetória dos moradores passam a ocupar posições de destaque.
A tendência acompanha o conceito apresentado pela mostra neste ano, “Mente e Coração”, que propõe enxergar a casa como espaço de reconexão em meio a uma rotina cada vez mais acelerada e digital.
Na leitura apresentada por Dimara Giaretta à Glamurama, personalidade é uma das palavras centrais dessa transformação. O projeto deixa de seguir apenas aquilo que está em alta e passa a incorporar elementos que efetivamente representam seus moradores.
É também uma mudança na própria percepção de luxo. Ambientes sofisticados não precisam mais transmitir perfeição ou seguir uma única linguagem estética. O luxo contemporâneo passa a estar relacionado à exclusividade, ao conforto e, principalmente, à identidade.
A Casa Cor São Paulo 2026 mostra, assim, que o maximalismo vai além do uso de muitas cores ou objetos. A tendência representa uma reação aos interiores excessivamente padronizados e abre espaço para casas mais autorais, sensoriais e afetivas.
Com informações da Glamurama e entrevista da arquiteta Dimara Giaretta publicada pelo veículo.

